SAÚDE

SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

Serviço remoto e sigiloso pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital e encaminha usuários à rede de atenção psicossocial

Por: Agência Brasil

04/08/2026 | 14:57
Foto: Getty Images/Divulgação
Foto: Getty Images/Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer, a partir desta terça-feira,4, até 100 mil teleatendimentos por mês a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas on-line. Disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional de forma remota e sigilosa.

A ferramenta começou a funcionar em março e registrava uma média de 600 atendimentos mensais. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento da capacidade foi definido diante da procura pelo serviço. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

O atendimento também funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Conforme a necessidade identificada, o usuário pode ser encaminhado para acompanhamento em outros serviços do SUS.

Dados do governo federal apontam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram o bloqueio do próprio CPF em sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão. Entre os usuários da ferramenta, 35% informaram que recorreram ao mecanismo por terem perdido o controle sobre as apostas.

Sinais de alerta

O Ministério da Saúde orienta que familiares e usuários observem comportamentos que possam indicar uma relação prejudicial com os jogos, como:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentiras para familiares e amigos sobre apostas;
  • sentimentos de vergonha ou culpa;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando a pessoa não está jogando;
  • uso das apostas como forma de enfrentar estresse ou frustrações;
  • dificuldade para diminuir ou interromper o hábito;
  • prejuízos às relações pessoais e profissionais;
  • aumento do consumo de álcool ou outras drogas;
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar.

Entre os fatores que podem elevar o risco estão a exposição precoce às apostas, a facilidade de acesso às plataformas, a busca por alívio emocional, o histórico de depressão ou ansiedade, a impulsividade, o isolamento social e situações de vulnerabilidade.

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