26 de junho de 2026
15ºC | Tempo limpo

SABEDORIA E FÉ

Virtudes no peregrinar: fé, esperança e caridade

Opinião do Padre Gabriel Zucki Bagatini, reitor do Seminário Maior São João Batista, de Viamão

Por: Padre Gabriel Zucki Bagatini

26/06/2026 | 10:09 Atualização: 26/06/2026 | 10:12

Cheguei a Santiago de Compostela no dia 19 de setembro de 2024. Em outros textos apresentei meus 33 dias caminhando os 800 quilômetros do Caminho Francês. Apontei também diversas virtudes humanas, que são disposições habituais de fazer o bem, e que podem ser adquiridas pelo nosso esforço.

Hoje desejo falar sobre as virtudes teologais, dons que Deus nos concede, para agirmos como seus filhos e filhas. Sob a guarda dessas virtudes, partilho vivências diante do Túmulo do São Tiago Maior e da Catedral, com o Botafumeiro, e na Santa Missa.

A virtude da fé possibilita crer em Deus, que nos chama a viver conforme sua vontade. Diante da milenar Catedral de Santiago, contemplei tal obra da fé do povo galego. A virtude da esperança leva a confiar em Deus e aspirar a sua felicidade. Assim, pode-se caminhar em meio às dificuldades, crendo que Deus caminha junto. Os passos que dei foram iluminados pela perspectiva de rezar diante do Túmulo de São Tiago Maior, o primeiro apóstolo martirizado. Já a caridade é a virtude do amor a Deus e ao próximo. Amor possível, pois primeiramente somos amados por Deus. Vi o Botafumeiro sendo utilizado. Através daquele singular turíbulo, os fiéis ofertam o incenso a Deus, como sinal de amor e louvor.

Por fim, na Santa Missa percebi novamente as três virtudes teologais. Pela fé recebida pelo Espírito Santo, vivi o memorial do Mistério Pascal. Concelebrando com esperança, agradeci meus 10 anos de padre e entreguei ao Pai os anos vindouros. E no amor divino prometi continuar a caminhar “Por Cristo, Com Cristo, e Em Cristo”.

Leia também as Edições Impressas.

Assine o Informativo Regional e fique bem informado.