1 de julho de 2026
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Previdência

Fila do INSS atinge menor nível em 21 meses e fecha junho com 1,8 milhão de pedidos

Queda nas reclamações por demora e recorde na concessão de benefícios refletem medidas para acelerar a análise dos processos

01/07/2026 | 10:21
| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/divulgação
| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/divulgação

A fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou o mês de junho com 1,8 milhão de pedidos, o menor volume registrado nos últimos 21 meses. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 30, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.

Do total de solicitações, 825 mil estão em análise há menos de 45 dias. Outros 555 mil aguardam resposta há mais de 45 dias, enquanto 451 mil processos dependem de providências dos próprios segurados, como o envio de documentos ou de informações complementares.

De acordo com o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, a meta da autarquia é reduzir tanto o número de processos pendentes quanto o tempo de espera para a conclusão dos requerimentos.

Tempo de análise

O balanço mostra que o INSS vem concedendo, em média, 700 mil benefícios por mês. Em março deste ano, o instituto alcançou o maior volume de concessões da série histórica, com 890 mil benefícios aprovados.

Atualmente, o tempo médio para análise de um requerimento é de 50 dias.

Medidas para reduzir a fila

Segundo o INSS, a diminuição da fila é resultado de um conjunto de ações voltadas à agilização da análise dos pedidos. Entre as principais medidas adotadas estão a priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), com foco na análise inicial dos novos requerimentos, e a redução do prazo interno de processamento de 45 para 30 dias.

O instituto também ampliou os mutirões para avaliação social e perícia médica, reforçou as equipes com a nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais, expandiu a perícia conectada por telemedicina em regiões com déficit de profissionais e intensificou o uso do Atestmed, sistema que permite a análise documental de atestados médicos para concessão de benefícios por incapacidade, dispensando a perícia presencial nos casos previstos.

Reclamações caem 44%

Os indicadores apresentados pelo INSS também apontam redução nas reclamações relacionadas à demora na análise dos pedidos.

Entre janeiro e maio deste ano, as manifestações registradas na Ouvidoria do instituto caíram 44%, passando de 14.491 para 8.047 registros.

Segundo o INSS, a queda acompanha a redução do tempo de análise dos requerimentos e o aumento no número de benefícios concedidos.

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