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ECONOMIA

Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026

Projeções para PIB, dólar e Selic seguem mantidas, enquanto estimativa para o IPCA recua pela segunda semana consecutiva

Por: Assessoria de Imprensa

20/07/2026 | 11:25
| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

As projeções do mercado financeiro para a inflação brasileira em 2026 recuaram pela segunda semana consecutiva. Conforme o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 5,15%.

Na semana anterior, a estimativa era de 5,16%. Há quatro semanas, chegava a 5,33%. Para 2027 e 2028, as previsões estão em 4,20% e 3,78%, respectivamente. As projeções para o crescimento da economia, o dólar e a taxa básica de juros permaneceram estáveis.

PIB deve crescer 1,99%

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, está mantida há três semanas. O mercado prevê crescimento de 1,99% em 2026, ante projeção de 1,98% há quatro semanas.

Para 2027, a expectativa é de avanço de 1,65%. Em 2028, o crescimento projetado é de 2%.

A previsão para a cotação do dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,20 pela quinta semana consecutiva. Para os dois anos seguintes, as estimativas são de R$ 5,28 e R$ 5,30.

Selic projetada em 14%

O mercado manteve em 14% a projeção para a taxa Selic no fim de 2026. A estimativa não muda há quatro semanas.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. A previsão do Focus indica, portanto, ao menos uma redução até dezembro. A próxima reunião do comitê está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027 e 2028, as projeções permanecem em 12% e 10,5%, respectivamente. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006. A taxa havia sido elevada sete vezes entre setembro de 2024 e junho de 2025.

A Selic é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e tendem a reduzir o consumo e os investimentos. Já cortes na taxa podem baratear os financiamentos e estimular a atividade econômica, embora também possam aumentar as pressões sobre os preços.

As taxas cobradas dos consumidores, no entanto, não dependem apenas da Selic. Os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro.

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